09/08/2021
Quem trabalha com processos criativos sabe a linha tênue entre ser feliz, saudável versus querer vender todas suas coisas, se mudar para o Tibet, virar um monge e nunca mais falar com mais ninguém.
Nós não nos mudamos para o Tibet (foi por pouco), mas decidimos dar um tempo para a nossa sanidade mental, porque atingimos um ponto em que não conseguíamos mais produzir conteúdo para nós (aqui e nossos outros projetos pessoais) e para nosso clientes. Mas são os clientes que pagam os sachês da Mooncake (a criatura felina que manda nessa casa) e todos os outros boletos que não têm burnout e não param nunca de chegar 🔥 🙂 🔥 então optamos por continuar produzindo para nossos clientes e nas horas vagas tentar colocar a cabeça no lugar.
Mas quando o burnout chega, ele não chega fazendo um cafuné na nuca, não amigos, ele chega numa voadora de dois pés na boca do teu estômago. Então além do desgaste mental, nossa saúde foi pro lixo. Pegamos virose, intoxicação alimentar, insônia, dores em partes do corpo que a gente nem sabia que podia doer. Foi uma experiência e tanto.
Mas foi necessária para reabastecermos as energias, chorar durante o banho com mais calma e depois comer pizza no sofá assistindo os filmes que há tempos queríamos assistir. Essa parte sim foi boa. Ter virose e não conseguir levantar da cama não foi bom.
Mas tudo isso foi para falar: estamos de volta oficialmente.
E conserta essa postura, sua coluna tá com mais curva que a estrada velha de Ubatuba. E vai beber água, se não vai dar pedra no rim.