24/03/2025
– Essas previsões não revisitam o conhecido, mas caminham em espaços fora dos meus hábitos.
Percebo que muitas vezes eu inicio a semana com base em pensamentos, sentimentos e previsões de alguma camada de um eu passado meu.
esse meu velho eu, está tenta prever o futuro com base naquilo que não me cabe mais.
Para as tarefas e resultados, de forma automatica, faço de forma insconsciente essa previsão a luz de narrativas, histórias conhecidas dentro de mim.
Mas...
Me parece interessante pra quem sou hoje, a minha investigação curiosa de mim mesma.
Tento com frequencia lembrar de uma base conceitual que também a neuropsicanálise me deu, que é a hipotese/tese do modelo preditivo.
Sobre, como vou enxergar o dia, processar emoções, interpretar cada evento, o "meu cérebro"(óbvio que tentamos não sermos reduzidos à ele) gera e ajusta PREVISÕES.
De forma automática antecipamos resultados do que pode acontecer, expectativas com base naquilo que me é conhecido.
E estamos nesse fluxo constante comparando e verificando expectativa com os resultados do momento presente.
E ajustamos nosso comportamento dentro de um modelo interno pronto.
com o objetivo também de minimizar os erros de previsões. A não sair da nossa automatização.
E assim otimizar nossa "vivência" no ambiente conhecido.
Tenho me animado mais, ano após ano, em
reconfigurar minha "bússola interna", orientar minhas experiências, a semana, e o estado de presença curiosa em cada tarefa dia e pensamento, não com base em previsões antigas de vida;
Mas aquilo que me entusiasma ser atualmente.
Preciso de mais coragem para esse refinamento contínuo sobre a sofisticação com que minha mente preditiva tenta ""me enganar"" . É uma redescoberta contínua.
Cultivar essa coragem para lidar com esse refinamento e dinâmica alegra minha alma.𓅨