28/05/2024
O Titanic não viu o gelo.
Em 1912, o maior navio de passageiros do mundo navegava tranquilo pelo Oceano Atlântico. Naquele momento, o Titanic era o maior objeto móvel já construído pela humanidade. Pesava 46 mil toneladas, algo colossal.
O Titanic foi taxado de inafundável, tamanha confiança que se tinha nele. Capitão, Chefe dos Oficiais, Chefe dos Engenheiros, Chefe dos Comissários... todo o “C-Level” tinha convicção de estar a bordo do navio indestrutível.
Ao longo da travessia, o Capitão do navio recebeu os sinais de perigo à frente. Foi avisado diversas vezes sobre a necessidade dos ajustes de rota, mas manteve-se inerte, altivo e confiante na decisão de manter sua posição.
O final trágico dessa história todos nós conhecemos. O Capitão do Titanic, com 45 anos de experiência no mar, sendo 30 anos em travessias transatlânticas, afundou junto com o seu navio.
Relembrei essa história para dizer que, no “oceano dos negócios” tem muito gelo na água. Ser o Capitão de um negócio grande, poderoso e inafundável não significa nada, caso você não esteja preparado para reconhecer os sinais.
Um grande iceberg rompeu a linha d’água. A inteligência artificial é o gelo no caminho do Titanic. E, tal qual foi no passado, ignorar os sinais que chegam é a pior escolha. É preciso girar o timão e ajustar a rota.
O que vimos da IA até agora, apesar de incrível, é apenas uma pequena parte do seu potencial. Há muita coisa embaixo d’água e a melhor forma de manter o barco navegando é preparar a tripulação.
Muita empresa “Titanic” afundou porque não entendeu que apenas “seguir em frente”, impulsionada pelo sucesso do passado, não funciona mais. É hora de atualizar a casa de máquinas.