27/09/2013
02 de Março de 2012
Automação Comercial
Ao entrar em estabelecimentos, como supermercados, drogarias ou livrarias, é comum notar que os códigos de barras dos produtos são lidos por scanners na hora do pagamento. Além disso, os consumidores podem conferir os preços das mercadorias em terminais distribuídos dentro das próprias lojas. Essas duas práticas fazem parte do que chamamos de “automação comercial” e estão cada vez mais presentes na rotina de quem compra, vende, fornece ou distribui.
Com tantos avanços tecnológicos, a automação deixou de ser fator diferencial entre as empresas para se tornar essencial e determinante para a eficiência dos negócios e competitividade. Isso ocorre porque, agora, o maior beneficiado pelo processo é o consumidor que, cada vez mais, busca atendimento rápido e de qualidade nos estabelecimentos. Um estudo realizado pela GS1 Brasil – Associação Brasileira de Automação aponta que o varejo pode perder até 26% de sua produtividade nos check outs com problemas de leitura dos códigos o que gera, inclusive, insatisfação do consumidor.
A automação dos processos, na verdade, traz benefícios para toda cadeia, o caixa não precisa, por exemplo, conferir os preços dos produtos manualmente, um a um. Basta efetuar a leitura de seu código de forma automática. A prática elimina, inclusive, tarefas demasiado repetitivas como a conferência de estoque, que pode ser feita de forma rápida e precisa, minimizando erros ocorridos com controles manuais. Ao passar pelo caixa, o sistema já informa a saída do produto da gôndola para que seja reposto. Ao mesmo tempo, tem início o movimento do supply chain.
Pequenas e médias empresas também são beneficiadas. Os custos investidos são recuperados com a agilidade e precisão de seus processos. Para otimizar os resultados, é imprescindível que a indústria e o varejo sincronizem os seus cadastros de produtos. Qualquer mudança realizada no banco de dados de uma empresa é, simultaneamente, direcionada para todos os seus parceiros de negócios; dessa forma, problemas com devoluções, erros no faturamento e demora no cadastramento de compras são evitados. A sincronização evita, por exemplo, a falta de produtos na gôndola. Um projeto-piloto nesse sentido está sendo realizado pelo Carrefour, em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados e a GS1 Brasil. A perspectiva é de que essa sincronização seja adotada em todos os grupos varejistas.
João Carlos de Oliveira
Presidente da GS1 Brasil - Associação Brasileira de Automação e da Associação Latino-Americana de Supermercados