19/06/2025
Em março de 2022, resolvi fazer uma daquelas viagens que carimbam o passaporte como se fosse uma cartela de bingo premiada: três países, conexões apertadas e um frio europeu que não perdoa.
Hoje, quero recordar uma parada relâmpago, mas cheia de charme: Frankfurt, Alemanha. Fiquei pouco mais de 24 horas por lá, tempo suficiente pra entender que o alemão não br**ca em serviço, nem com a temperatura.
Frankfurt é aquele tipo de cidade que parece ter saído de um livro de história, mas com capa de revista de negócios. Quase toda destruída durante a Segunda Guerra Mundial, ela não só se reconstruiu como ressurgiu como uma potência financeira global.
Aliás, não é à toa que no coração do centro comercial estão as icônicas estátuas do touro e do urso, símbolos do sobe e desce do mercado. O touro representa a alta (otimismo), e o urso, a queda (pessimismo). Uma verdadeira aula de economia ao ar livre…
E o frio estava beirando o zero grau, “congela até pensamento positivo”. E mesmo assim, o povo pedalando de bicicleta como se fosse um dia ensolarado...
Passeamos pelo centro, vimos lojas de grife que pareciam museus (só olhei, porque minha conta bancária ainda não fala alemão) e caminhamos por ruas extremamente limpas, organizadas e silenciosas como se a cidade tivesse colocado fone de ouvido no modo “orquestra”.
Foi rápido, foi gelado, mas foi marcante. Frankfurt entrou no roteiro como quem entra numa história curta: de poucas palavras, mas cheia de impacto.