08/03/2018
De acordo com o 3 Percent Movement, movimento estadunidense criado para discutir a presença de voz das mulheres no mercado de criação, nos EUA apenas 29% dos líderes desse mercado são mulheres, no Brasil a porcentagem é de 20%.* É inevitável não levar em consideração a questão de gênero para a motivação desses dados, desde o próprio ambiente de trabalho hostil, onde a massiva presença masculina pode perpetuar o comportamento machista opressor, até a jornada de trabalho, considerando a dupla jornada de trabalho produtivo e a de trabalho reprodutivo (casa e família).
Além do problema da desigualdade na liderança do mercado, a defasagem de mulheres nas agências proporciona a falta de representatividade da parcela que influencia majoritariamente, em mais de 80%, o consumo. Gerando uma não identificação do público feminino com campanhas publicitárias em mais de 65% dos casos.* De acordo com Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU mulheres, “concepções negativas e diminuídas de mulheres são uma das grandes barreiras para a igualdade de gênero”, e que “a publicidade é um motor particularmente potente para mudar percepções e impactar normais sociais”.
O desafio da mudança começa a partir da criação de ambientes acolhedores ao diálogo, reconhecendo demandas diversificadas do gênero, estimulando a diversidade e treinamentos reeducadores para a criação de um meio de trabalho mais consciente, abordando a diferença salarial e tomando medidas rápidas para a mesma e, principalmente, reconhecendo o papel das agências como um meio vital para mudanças sociais.
A 21bitz apoia toda e qualquer luta feminista, e busca diariamente dar voz as mulheres a fim de aumentar e disseminar o empoderamento feminino. E você, o que tem feito para mudar o mundo?