14/10/2022
De resíduo a produto: reaproveitamento vira negócios para marcas
Empresas transformam sobras da linha de produção em novos itens que são oferecidos aos consumidores e fortalecem os princípios ESG.
Na edição deste ano do Cannes Lions, a categoria Creative Business Transformation, que fazia sua estreia no festival, premiou com o troféu mais importante da área – o Grand Prix – uma empresa que conseguiu produzir roupas à base de fibras de abacaxi.
A agência L&C de Nova York tentou resolver um problema para a Ananas Anam, uma associação de produtores de abacaxis localizadas na Filipinas, um dos principais exportadores do planeta.
Apesar da demanda pelo fruto, dois terços da produção, geralmente, acabam sendo desperdiçados por diversas razões. Para dar finalidade a essa produção que não era aproveitada, a empresa praticamente criou uma outra indústria, paralela à do cultivo: as fibras do abacaxi eram extraídas, tratadas e transformadas em tecidos, fornecidos para marcas de vários países.
A questão de aproveitamento dos resíduos de produção tende a tomar um lugar mais importante na indústria em um momento em que as empresas voltam mais atenção do que nunca aos impactos ambientais de sua atuação.
Entre as diretrizes para tentar diminuir a emissão de gases poluentes e diminuir a produção de lixo, conseguir transformar os resíduos de produção pode ser uma alternativa para preservar o ambiente e, às vezes, até gerar uma nova fonte de receitas.
Outras marcas como Toyota, Vivo e Orquídea Alimentos também já adotam essas iniciativas.