24/08/2026
É fácil reconhecer a presença de Deus quando a porta se abre, a resposta chega e a história termina da maneira que esperávamos.
O difícil é acreditar que Ele continua presente quando ainda existem perguntas, quando a situação permanece sem solução e quando o caminho começa a ficar diferente daquele que imaginamos.
Muitas vezes, medimos a presença de Jesus pela facilidade da caminhada.
Se tudo dá certo, acreditamos que Ele está perto.
Se o processo se prolonga, começamos a pensar que fomos esquecidos.
Mas a história de Jairo nos mostra outra realidade.
Jesus estava literalmente ao lado dele quando o caminho ficou mais complexo.
Sua presença não impediu a espera. Não evitou a interrupção. Também não impediu que uma notícia dolorosa chegasse antes que eles alcançassem a casa.
Jesus não havia abandonado Jairo.
Ele estava caminhando com ele dentro de uma história que ainda não havia terminado.
Talvez essa também seja a sua dor.
Você sabe que Deus existe. Você ora, busca e tenta continuar. Mas, emocionalmente, sente como se estivesse atravessando tudo sozinho porque ainda não consegue ver a resposta.
O silêncio não significa necessariamente ausência.
A demora não significa necessariamente abandono.
Uma circunstância não precisa estar resolvida para que a presença de Jesus seja real.
Jairo saiu de casa carregando um problema e procurando Jesus. Voltou para o mesmo problema, mas Jesus caminhava ao seu lado.
Foi isso que mudou o percurso.
É sobre o que acontece quando o problema ainda existe, mas a solidão diante dele já começou a mudar, que escrevo no terceiro capítulo de:
O que Jesus faz em nós enquanto caminhamos com Ele?
Entenda os processos.