03/07/2026
English-Portuges (below)
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Una percentuale. Un singolo punto su cento. Una possibilità così remota da sembrare un sogno.
Così Capo Verde si è presentata ai Campionati Mondiali di Calcio 2026, negli Stati Uniti, con la speranza e la fantasia di chi vive il calcio come molto più di uno sport: come un senso di appartenenza, di unione, di orgoglio per la propria terra.
Eppure la forza e la tenacia di questa squadra raccontano molto più di una semplice nazionale. Sul campo i Tubarão Azul ripropongono tutta la grinta e la resilienza di un popolo che, per secoli, è stato dominato e sfruttato e che oggi cerca anche attraverso lo sport una rivincita morale, un posto nel mondo, qualcosa che vada oltre l'immagine di un piccolo arcipelago turistico da vacanze mordi e fuggi.
Gli ottavi di finale sembravano, fin dall'inizio, un'impresa quasi impossibile. Nel girone c'erano i campioni d'Europa della Spagna, l'Uruguay e l'Arabia Saudita. Avversari di altissimo livello.
Eppure quello zero a zero non è stato un semplice pareggio. Non è stata parità. Per i Tubarão Azul è stata una vittoria: la dimostrazione che la vera forza non risiede soltanto nei muscoli, ma nella capacità di dare tutto per novanta minuti, mettendo in campo anni di preparazione, allenamenti infiniti, sacrificio, sudore e lavoro. Per Capo Verde quello non è stato un pareggio. È stata una vittoria.
Oggi, davanti alla squadra in maglia blu e bianca, ci sarà una delle nazionali più blasonate e vincenti della storia: l'Argentina di Messi, padrona della tecnica e del gioco di squadra.
Qualcuno dice che "sono troppo forti". Altri sostengono che sia comunque un'occasione irripetibile. Per molti, invece, è semplicemente la gioia di esserci, di partecipare, indipendentemente dal risultato. È la possibilità di rendere orgogliosi i tifosi che, a mezzanotte, si ritrovano nei bar di Santa Maria e di Espargos per gridare tutti insieme: "Força Tubarão Azul!"
Chissà. Fantasticare, in questi giorni, ha fatto bene a tutti. Ha riportato entusiasmo, spirito di aggregazione e un senso di appartenenza che supera ogni barriera, accogliendo nel popolo dei tifosi anche chi a Capo Verde non ci è nato.
E la fantasia dei sostenitori dei Tubarão Azul non conosce confini. Tanto da trasformare una scultura di Giovanni Mandolesi, collocata dietro la Villa del Presidente, nella "statua" del numero uno della nazionale: il super portiere Vozinha.
Questa sera tifosi e turisti curiosi si ritroveranno nella piazza, davanti al maxischermo allestito dalla Camera Municipale. Per assistere a una partita che, sulla carta, sembra impossibile. Per sperare in un miracolo. O, forse, semplicemente per vivere insieme un momento che resterà nella memoria e gridare, ancora una volta:
"Força Cabo Verde!"
In foto: la "statua" del portiere Vozinha.
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A percentage. One chance in a hundred. A possibility so remote it almost feels like a dream.
That was how Cape Verde arrived at the 2026 FIFA World Cup in the United States: carrying the hope and imagination of a nation where football is far more than just a sport. It is a symbol of belonging, unity and pride.
Yet this team represents much more than a national side. On the pitch, the Blue Sharks embody the determination and resilience of a people who endured centuries of domination and exploitation, and who now seek, through football, a moral victory and a place on the world stage—beyond the image of a small tourist archipelago known only for short holiday escapes.
Reaching the Round of 32 already seemed almost impossible. The group included the European champions Spain, along with Uruguay and Saudi Arabia—opponents of the highest calibre.
And yet, that goalless draw was far more than just a draw. It was not simply equality. For the Blue Sharks, it was a victory: proof that true strength lies not only in physical power, but in the ability to give everything for ninety minutes, bringing onto the field years of preparation, endless training sessions, sacrifice, sweat and hard work. For Cape Verde, that was never "just a draw." It was a victory.
Today, standing in front of the team in blue and white will be one of the most decorated and successful national teams in football history: Lionel Messi's Argentina, masters of technique and teamwork.
Some say, "They're simply too strong." Others believe it's a once-in-a-lifetime opportunity. But for many, it is simply the joy of being here, of taking part regardless of the result. It is the chance to make proud the supporters who gather at midnight in the bars of Santa Maria and Espargos, all shouting together:
"Força Tubarão Azul!"
Who knows? Dreaming has done everyone good these past few days. It has brought back enthusiasm, unity and a sense of belonging that goes beyond every barrier, embracing even those who were not born in Cape Verde.
And the imagination of the Blue Sharks' supporters knows no limits. So much so that a sculpture by Giovanni Mandolesi, located behind the Presidential Residence, has been transformed into the "statue" of the national team's number one: the legendary goalkeeper Vozinha.
Tonight, supporters and curious visitors will gather in the town square, in front of the giant screen provided by the Municipal Council. To witness a match that, on paper, seems impossible. To hope for a miracle. Or perhaps simply to share a moment that will remain in everyone's memory and once again shout together:
"Força Cabo Verde!"
Photo: the "statue" of goalkeeper Vozinha.
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Uma percentagem. Uma possibilidade em cem. Uma hipótese tão distante que parece um sonho.
Foi assim que Cabo Verde chegou ao Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, nos Estados Unidos, levando consigo a esperança e a imaginação de um povo para quem o futebol é muito mais do que um desporto. É um símbolo de união, de identidade e de orgulho pela sua terra.
No entanto, esta seleção representa muito mais do que uma simples equipa nacional. Em campo, os Tubarões Azuis mostram toda a garra e a resistência de um povo que, durante séculos, viveu sob dominação e exploração e que hoje procura, também através do futebol, uma vitória moral e um lugar no mundo, para além da imagem de um pequeno arquipélago turístico de férias rápidas.
Chegar aos dezasseis-avos de final já parecia, desde o início, uma missão quase impossível. No grupo estavam a campeã europeia Espanha, além do Uruguai e da Arábia Saudita. Adversários de enorme qualidade.
E, no entanto, aquele empate sem golos foi muito mais do que um empate. Não foi apenas igualdade. Para os Tubarões Azuis foi uma vitória: a prova de que a verdadeira força não está apenas nos músculos, mas na capacidade de dar tudo durante noventa minutos, levando para o relvado anos de preparação, treinos intermináveis, sacrifício, suor e trabalho. Para Cabo Verde, aquilo nunca foi "apenas um empate". Foi uma vitória.
Hoje, diante da equipa de camisola azul e branca, estará uma das seleções mais prestigiadas e vencedoras da história do futebol: a Argentina de Messi, referência mundial pela sua técnica e pelo seu jogo coletivo.
Há quem diga: "São fortes demais." Outros afirmam que esta já é uma oportunidade única. Mas, para muitos, o mais importante é simplesmente estar presente, participar, independentemente do resultado. É poder encher de orgulho os adeptos que, à meia-noite, se reúnem nos bares de Santa Maria e do Espargos para gritar em uníssono:
"Força Tubarão Azul!"
Quem sabe? Sonhar fez bem a toda a gente nestes últimos dias. Trouxe de volta o entusiasmo, o espírito de união e um sentimento de pertença que ultrapassa todas as fronteiras, acolhendo até aqueles que não nasceram em Cabo Verde.
E a criatividade dos adeptos dos Tubarões Azuis parece não ter limites. Ao ponto de transformarem uma escultura de Giovanni Mandolesi, situada atrás da Residência Presidencial, na "estátua" do guarda-redes da seleção: o lendário Vozinha.
Esta noite, adeptos e turistas curiosos vão reunir-se na praça, em frente ao ecrã gigante disponibilizado pela Câmara Municipal. Para assistir a um jogo que, no papel, parece impossível. Para sonhar com um milagre. Ou, talvez, simplesmente para viver um momento que ficará na memória de todos e voltar a gritar:
"Força Cabo Verde!"
Na foto: a "estátua" do guarda-redes Vozinha.