27/03/2025
M-23 IGNORA PROPOSTA DE CRIAÇÃO DE UM GOVERNO DE UNIDADE, E AVANÇA COM A GUERRILHA NO LESTE
Félix Tshisekedi é acusado por parte da oposição de não ter conseguido melhorar a situação no leste da RDC.
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Arrancaram na segunda-feira (24.03) as consultas públicas para formar um governo de unidade nacional na República Democrática do Congo (RDC). Presididas por Désiré Cashmir Eberande, conselheiro especial do Presidente Félix Tshisekedi para a segurança, as conversações em Kinshasa deverão durar, no máximo, duas semanas.
Os diferentes atores convidados para estas consultas são a maioria parlamentar, a oposição e a sociedade civil. As autoridades congolesas estão bastante otimistas. Mas uma parte da oposição está a boicotar as conversações. É o caso do partido Juntos pela República, de Moïse Katumbi, que sublinha a responsabilidade do Presidente congolês na crise atual.
"Quer se trate da questão da oposição armada ou da crise política em que nos encontramos, uma das causas está ligada à ilegitimidade evidente do Presidente Tshisekedi e de todas as instituições eleitorais. Daí o porquê de o Presidente Tshisekedi ser parte do problema", afirma Hervé Diakiese, porta-voz do partido. "Quando a casa está a arder, não se constrói união à volta do incendiário, constrói-se união à volta do bombeiro", acrescenta.
Por seu lado, a nova sociedade civil congolesa pede que os critérios de seleção sejam respeitados e rigorosos, como explica o coordenador nacional Jonas Tshiombela.
"Os imperativos de lealdade, competência e inclusão devem ter precedência sobre todas as outras considerações. Insistimos na lealdade à nação e não aos interesses partidários, na competência como critério incontornável, na participação da sociedade civil e da oposição desarmada e na rutura com as práticas do passado", defende.
Créditos: DW África
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