28/04/2026
Acreditem que não gosto de andar sempre a bater nesta tecla.
O Distrito de Setúbal, o terceiro mais populoso do país, historicamente a quarta potência em matéria de futebol (e já foi a terceira) e situado às portas de Lisboa, vai iniciar a temporada 2026-27 sem equipas na Liga 3 e, na melhor das hipóteses, com três no Campeonato de Portugal. Um cenário digno de um distrito desertificado de interior.
E digo “na melhor das hipóteses, com três no Campeonato de Portugal” porque, há somente dois anos, Vitória de Setúbal e Olímpico Montijo, curiosamente os atuais dois primeiros classificados da I Distrital, foram barrados pela FPF de participar nos campeonatos nacionais. Será que já tudo foi resolvido? Se não estiver, os regulamentos preveem convites até ao quarto classificado. Depois, é preciso que os convites sejam aceites e que os convidados reúnam as cada vez mais exigentes condições necessárias para participar. Ou seja, no limite, poderá até não haver subidas.
Já aqui o disse a 20 de janeiro (https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1486123083521218&set=pb.100063706210057.-2207520000&type=3), e volto a repetir, com as mesmas letras: entendo que o foco da AF Setúbal praticamente se tem esgotado na organização das competições e que falta uma visão, um conjunto de ideias, um projeto, etc., que forcem a aceleração do desenvolvimento do futebol no distrito.
Nessa ocasião, referi que o atraso do início da competição das equipas B não ajudam como deveriam as equipas A nos campeonatos nacionais. Mas obviamente que há muito mais que se pode fazer.
Agora, vou mais além: se a Liga Portugal pode formular o objetivo de que Portugal seja quinto classificado no ranking UEFA e se a FPF pode estabelecer metas em várias frentes, porque não pode uma associação distrital assumir um objetivo de representatividade e um plano de ação para o concretizar? Porque temos de aceitar e normalizar a crescente perda de representatividade?