22/10/2024
NÃO ME MOIAS, NÃO ME APOQUENTES
Não me moias, não me apoquentes, és como um tumulto no meu refúgio, um intruso indesejado mirando este ecrân, na serenidade que procuro. Anseio por descansar neste recanto, onde posso sentir a brisa a acariciar o meu rosto, onde posso escutar o murmúrio suave da natureza. Aqui encontro o meu abrigo, o meu retiro da agitação do mundo.
Neste recanto, sob o abrigo da sombra do casario e o leve murmúrio da folhagem seca pelos dias de outono, sinto-me em paz. Os pensamentos fluem como um rio tranquilo, e a calma envolve-me como um manto suave nesta embriaguez desinibida.
Deixa-me aproveitar este momento de tranquilidade, onde posso recarregar as minhas energias e encontrar a serenidade que tanto procuro.
Não me moias, não me apoquentes, pois neste refúgio, quero apenas sentir-me ao relento, em comunhão com a natureza e comigo mesmo.
TxT e Fotocomposição: António Manuel Fonseca Peleja