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Miligram Real Brands for Real People

Num curto período de tempo, a Nike e a Adidas lembraram-nos de uma verdade simples: os anúncios mais memoráveis rarament...
05/06/2026

Num curto período de tempo, a Nike e a Adidas lembraram-nos de uma verdade simples: os anúncios mais memoráveis raramente são aqueles que tentam vender alguma coisa. São aqueles que nos fazem sentir parte de algo maior.

Por um lado, a Nike reúne Cristiano Ronaldo, LeBron James, Kim Kardashian, Travis Scott e até Ted Lasso numa narrativa que mistura desporto, entretenimento e cultura popular. Por outro, a Adidas atravessa gerações e geografias com Timothée Chalamet, Messi, Zidane, Beckham, Bad Bunny, Lamine Yamal e Trinity Rodman numa campanha que habita vários universos culturais em simultâneo.

Durante anos, a publicidade foi-se tornando mais eficiente e menos memorável. Otimizou-se para métricas, para cliques, para conversões. E pelo caminho, muitas marcas deixaram de criar momentos capazes de gerar conversa, expectativa ou envolvimento emocional. Desta vez, as duas fizeram o contrário.

Criaram anúncios como se faziam antes: peças que obrigam a parar, a prestar atenção, a procurar signif**ado. Que não explicam tudo e que deixam espaço para interpretação. Que juntam personalidades de mundos diferentes não apenas pela sua fama, mas pelo que cada uma representa culturalmente.

Não falam de roupa de desporto. Falam de ambição, identidade, criatividade e impacto. Falam da capacidade que algumas marcas ainda têm de ocupar um lugar na cultura e não apenas no mercado.

Num mundo onde a atenção é cada vez mais escassa, talvez esta seja a maior lição: as pessoas não se lembram dos anúncios que as interrompem. Lembram-se daqueles que merecem ser vistos.

E é precisamente isso que distingue uma marca conhecida de uma marca culturalmente relevante. Qual foi o último anúncio que o fez parar para ver até ao fim?

It was all going to plan until footballer's instincts took over…T...

Na noite de 25 de maio, em Roma, a Ferrari revelou o Luce, o seu primeiro automóvel totalmente elétrico. O lançamento ti...
29/05/2026

Na noite de 25 de maio, em Roma, a Ferrari revelou o Luce, o seu primeiro automóvel totalmente elétrico. O lançamento tinha tudo para ser histórico: tecnologia de ponta, mais de 1.000 cv, design assinado por Jony Ive e cinco anos de desenvolvimento. Mas a reação do mercado mostrou que, no branding, a inovação nem sempre é suficiente.

As críticas surgiram quase de imediato. Não por causa da performance, mas por causa da perceção.
Muitos fãs sentiram que o carro se afastava demasiado daquilo que entendem ser “Ferrari”. O som, a emoção, a mecânica, o imaginário construído ao longo de décadas… Em poucas horas, a discussão deixou de ser sobre um automóvel elétrico e passou a ser sobre identidade.

Quando uma marca tem um equity emocional tão denso como a Ferrari, construído em décadas de F1, de Maranello, de Enzo Ferrari, de sons que entram na memória muscular, qualquer inovação radical precisa de ser comunicada com uma narrativa de continuidade, não de ruptura.

A ironia é que o carro pode ser extraordinário. Os números de performance são reais e os clientes que o viram em Roma fizeram transferências bancárias na hora. Mas a percepção pública foi definida antes de alguém andar nele, e em marketing, percepção é realidade.

A Ferrari tem agora um trabalho de reposicionamento narrativo urgente: de reconectar o Luce ao mito, não ao mercado elétrico. O símbolo do cavalinho não pode apenas estar no capô… tem de estar em cada segundo da experiência, em cada detalhe da comunicação.
Se o conseguirem, o Luce pode ser transformador, senão, o ex-presidente da marca, Luca di Montezemolo, pode ter razão.

Conte-nos a sua opinião: Uma marca deve proteger a sua herança a todo o custo ou arriscar reinventar-se para continuar relevante?

27/05/2026

𝗗𝗶𝗮 𝗜𝗻𝘁𝗲𝗿𝗻𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗼 𝗠𝗮𝗿𝗸𝗲𝘁𝗶𝗻𝗴: 𝗖𝗲𝗹𝗲𝗯𝗿𝗮𝗿 𝗮 𝗽𝗿𝗼𝗳𝗶𝘀𝘀ã𝗼 𝗲 𝗵𝗼𝗺𝗲𝗻𝗮𝗴𝗲𝗮𝗿 𝗖𝗮𝗲𝘁𝗮𝗻𝗼 𝗔𝗹𝘃𝗲𝘀

Acreditamos que o marketing é também estratégia, porque nasce para servir um propósito claro. Mas existem histórias que se aproximam de algo mais... Pelo rigor, pela memória, pelo peso de quarenta anos condensados numa só obra.

No , partilhamos uma dessas histórias.

Neste episódio de 𝗠𝗮𝗸𝗶𝗻𝗴 𝗶𝘁 𝗥𝗲𝗮𝗹, mostramos o processo de paginação do livro que retrata os 40 anos do IPAM da autoria do Prof. Dr. Gonçalo Caetano Alves. Quarenta anos de marketing em Portugal, vistos pelos olhos de quem os viveu por dentro.

Quando o Prof. Dr. Gonçalo Caetano Alves nos confiou a paginação do seu livro, percebemos rapidamente que estávamos perante algo mais do que um mero projeto editorial. Estávamos a dar forma a uma memória construída ao longo de décadas, filtrada por uma perspetiva única e insubstituível.

Convidamo-lo a descobrir o caminho percorrido até ao resultado final. As decisões de composição, o ritmo de cada capítulo, o cuidado colocado em cada detalhe para que o Livro viva à altura do seu Conteúdo.

Esta semana a sexta-feira chega com o eco de terça-feira ainda bem presente.Estivemos no TALKS: Design + Business - A Gr...
22/05/2026

Esta semana a sexta-feira chega com o eco de terça-feira ainda bem presente.
Estivemos no TALKS: Design + Business - A Grande Dupla, e voltámos com algumas convicções reforçadas e, acima de tudo, com a satisfação de compreender que não estamos sozinhos nelas.

Antes de mais, parabéns à , e pela iniciativa. Numa altura em que o acesso facilitado a certas ferramentas cria a ilusão de que o design está ao alcance de todos, falar seriamente sobre o valor desta disciplina é, em si mesmo, um ato de responsabilidade.

Das três duplas que partilharam o palco, o que mais retivemos foi a consistência das ideias. Vozes diferentes, percursos diferentes, contextos distintos e ainda assim, os mesmos pontos de chegada.

O primeiro: o design não é decoração. É uma decisão estratégica com impacto direto na performance de uma marca. Quando é tratado como tal, os resultados falam e quando não é, eles gritam.

O segundo: a identidade de uma marca é um sistema e o design é uma das suas peças mais visíveis. Mas apenas uma delas. Para que funcione, tudo o resto tem de estar igualmente definido: o posicionamento, os valores, o tom, a estratégia, etc... O design não substitui essa base. Amplif**a-a. E quando essa base não existe, nenhuma solução visual a conseguirá compensar.

O terceiro, talvez o mais revelador: os melhores resultados surgem sempre das melhores relações. E o que ficou claro é que essa responsabilidade é partilhada. Quando uma marca entra num projeto à espera que a agência chegue com tudo resolvido, ou trata essa relação como puramente comercial, algo se perde no caminho. Mas o mesmo acontece quando a agência não ouve, não questiona, não se envolve verdadeiramente na marca do cliente. O trabalho realmente transformador só acontece quando ambos os lados estão comprometidos com o mesmo objetivo e dispostos a construir esse caminho juntos.

Três duplas, três histórias diferentes. Uma só conclusão.

Deixamos ainda um agradecimento especial à nossa convidada, , em representação do Grupo Cruz & Reis - Farmácias, não só por aceitar este desafio, mas por nos ver como parte da sua equipa!

Há um momento no processo criativo em que o trabalho está feito. A análise foi conduzida, o mercado foi estudado, as ten...
15/05/2026

Há um momento no processo criativo em que o trabalho está feito. A análise foi conduzida, o mercado foi estudado, as tendências foram consideradas. A marca foi construída com argumentos, não com preferências. O cliente viu, reconheceu, aprovou.

E depois, inevitavelmente, o projeto saiu da sala e começou a circular por outras mesas, outros contextos, outros olhares. Tudo o que é novo convida à opinião: o design, a estratégia, o tom. E ouvir faz parte do processo.

O que se torna mais difícil é saber ouvir sem se perder. Uma nova perspetiva pode iluminar. Pode também, sem intenção, desfocar o que estava em foco.

Há uma responsabilidade silenciosa em quem constrói marcas: a de proteger o trabalho sem fechar a porta ao diálogo. É um equilíbrio difícil de atingir, mas signif**a explicar antes de ceder, distinguir o que é gosto do que é fundamento, e ter a paciência (e a coragem) de conduzir conversas que nem sempre são simples.

A questão f**a no ar, para nós e para quem partilha este ofício: onde termina o ouvir e onde começa a o trabalho a ruir?

No próximo dia 19 de maio, a partir das 16h, a nossa diretora criativa, Rita Patarata, participará no painel do TALKS: D...
14/05/2026

No próximo dia 19 de maio, a partir das 16h, a nossa diretora criativa, Rita Patarata, participará no painel do TALKS: Design+Business, a Grande Dupla, acompanhada pela nossa convidada Dra. Maria Amélia Borges, em representação do Grupo Cruz & Reis - Farmácias, para uma conversa centrada na criatividade orientada para a performance.

O evento decorrerá na Fábrica Vasco da Gama, em Matosinhos, e reunirá profissionais das áreas do design, marketing, gestão e comunicação, com o objetivo de debater o papel estratégico da criatividade no crescimento, diferenciação e impacto das marcas.

Agradecemos à MOJOBRANDS - Brand Lifestyle, à Chambre de Commerce et d'Industrie Algéro-Française - CCIAF e à Câmara Municipal de Matosinhos pelo convite e pela promoção de iniciativas que incentivam a reflexão sobre a relação entre criatividade e negócio.

Se é profissional ou tem interesse em branding, design, marketing, gestão e comunicação, pode realizar a sua inscrição através do link: https://www.ccilf.pt/pt/eventos/agenda-2026/e/event/talks-design-business-le-duo-de-choc.html

No dia 19 de Maio, a Fábrica Vasco da Gama, em Matosinhos, recebe o evento TALKS: Design+Business, a Grande Dupla.

Uma iniciativa da Mojobrands e da CCILF, com o apoio da Câmara Municipal de Matosinhos, que propõe uma reflexão sobre o papel do design como ferramenta estratégica para o crescimento, diferenciação e impacto nos resultados das marcas.

O evento reúne profissionais de design, marketing, gestão e comunicação para debater a relação entre criatividade, estratégia e decisão empresarial.

Data: 19 de Maio de 2026
Hora: 16h00 às 19h00
Local: Fábrica Vasco da Gama, Matosinhos
Participação: Gratuita, mediante inscrição obrigatória

Inscrições:
https://www.ccilf.pt/pt/eventos/agenda-2026/e/event/talks-design-business-le-duo-de-choc.html

12/05/2026

Às vezes o maior obstáculo de uma empresa não está nos números nem na estratégia. Está no que ninguém diz nas reuniões.

O elefante na sala tem nome, e muitas vezes está escondido em decisões de design que ninguém questiona, mas que afetam diretamente o retorno do negócio.

Nós ajudamos a encontrá-lo. Descubra como o design impacta o ROI no nosso artigo de blog:
https://miligram.pt/como-medir-o-roi-no-design/

Liberdade também é escolher crescer, em vez de f**ar parado.Obrigado aos clientes que confiaram em nós e tiveram a corag...
25/04/2026

Liberdade também é escolher crescer, em vez de f**ar parado.

Obrigado aos clientes que confiaram em nós e tiveram a coragem de fazer escolhas diferentes. Foi com essa liberdade que fizemos o nosso melhor trabalho!

Nas últimas semanas deparamo-nos com o tema da marca da Amazónia. Será que vamos tarde para levantar as nossas questões?...
24/04/2026

Nas últimas semanas deparamo-nos com o tema da marca da Amazónia. Será que vamos tarde para levantar as nossas questões? Acreditamos que não!

A Amazónia Legal Brasileira tem, pela primeira vez na história, uma identidade visual unif**ada, e com ela, um debate que vai além do projeto. A marca não foi desenhada, foi extraída: as curvas reais dos rios amazónicos formaram o alfabeto. As letras partiram do território. E ainda assim, a discussão não foi sobre o mérito desta decisão, mas sobre quem o fez.

A questão é simples e direta: basta a participação pontual de artistas regionais, ou uma marca sobre a Amazónia deveria ter nascido dentro dela e não numa agência sediada noutro estado?

No design gráfico, a autoria importa. Não apenas como crédito, mas como perspetiva.

Esta semana foi o Dia Mundial dos Direitos de Autor. E a coincidência quis que, na mesma semana, a Anthropic lançasse uma nova ferramenta de IA com ambições declaradas no design, o suficiente para fazer tremer as ações do Figma.

Não foi por acaso que os dois acontecimentos nos fizeram parar para pensar e se cruzaram com o tema da Amazónia.

Num momento em que ferramentas de IA geram identidades visuais, websites, etc em segundos, treinadas com referências recolhidas sem consentimento e sem compensação, o plágio humano é identificável e sancionável… mas o plágio da máquina permanece numa zona cinzenta que a indústria e a legislação ainda não souberam (ou não quiseram) resolver.

Ambos os debates partem do mesmo princípio: a autoria tem valor. A origem importa. E num dia em que o mundo se lembra disso, vale a pena perguntar: De quem é, afinal, esta criação?

Qual a vossa opinião? ⬇️

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