30/12/2025
2025 começou cheio de expectativa.
Começou com sonhos a serem gerados… e com perdas que eu nunca imaginei viver.
Perdi dois bebés.
Perdi a minha avó Mazé.
E, por um momento, parecia que tudo estava a acontecer rápido demais para o meu coração acompanhar.
Foi um ano que me desafiou logo no início.
Que me obrigou a parar.
A sentir.
A aceitar o que não estava sob o meu controlo.
Depois, a vida levou-me longe.
Fui para a Suíça, voltei para Portugal, voltei para a Suíça.
E estive num lugar que parecia um paraíso — tão calmo, tão perfeito — que me devolveu algo que eu tinha perdido: paz.
Ali, senti-me mais perto de Deus.
Em silêncio.
Sem pressa.
Sem cobranças.
Vi a neve mais uma vez.
Vi lugares que antes só existiam nos meus sonhos.
E senti-me profundamente privilegiada por estar ali, presente, viva, inteira — mesmo com cicatrizes.
Também consegui ir ao Brasil.
E como eu amo o Brasil…
Existe uma versão de mim que floresce quando estou lá.
Estar com a minha família, comer a comida da minha mãe, sentir-me filha outra vez — isso cura de formas que não se explicam.
Este ano, eu quis viver tudo com calma.
Com leveza.
Preparando-me para esperar os bebés…
Não foi assim que aconteceu.
Mas percebi que essa tranquilidade no trabalho e na vida não era para esperar alguém chegar —
era para eu me reencontrar.
Para me acalmar.
Para me alinhar.
Para estar mais com Deus.
E agora, ao fechar este ciclo, sinto algo diferente.
Energia renovada.
Novos projetos.
Novos clientes.
Em casa, em Portugal, com o meu marido e com os meus animais — que amo profundamente.
2025 ensinou-me muito.
Que nem tudo o que dói vem para destruir.
Que silêncio também é resposta.
Que fé não é ausência de dor, é presença de sentido.
E que recomeçar, às vezes, é simplesmente aprender a ficar.