18/09/2026
No momento económico-social que estamos a viver — e que em 2027 poderá ser ainda mais desafiante — as famílias estão cada vez mais cuidadosas com o seu dinheiro.
Quando o orçamento aperta, o comprador não deixa de procurar casa… mas passa a comparar tudo com muito mais atenção.
E há um fator que muitos proprietários ignoram:
as regras dos financiamentos bancários estão cada vez mais apertadas.
Com taxas mais altas, análises mais rigorosas e limites mais restritos, os bancos estão a aprovar valores mais baixos do que antes.
Isto significa que o comprador tem menos margem para negociar… e muito menos tolerância para imóveis acima do valor realista.
É por isso que anunciar um imóvel acima do valor de mercado já não funciona.
Em vez de atrair interesse, afasta potenciais compradores e prolonga o tempo de venda.
Hoje, quem procura casa analisa cada detalhe e escolhe aquilo que oferece mais valor pelo mesmo preço:
um imóvel renovado, com garagem, melhor localizado, com menos obras, com melhor eficiência energética…
Se o seu imóvel não apresenta vantagens claras, estar mal precificado só o torna menos competitivo — e menos financiável.
Por isso, quando um consultor está com dificuldades em vender — e com pouco caixa para insistir em anúncios — a orientação é sempre a mesma:
publicitar o imóvel que esteja dentro do valor realista do mercado ou orientar o seu cliente de forma que ele perceba que o valor que ele deseja pelo imóvel, não se justifica.
A estratégia certa faz toda a diferença. Investir tempo, esforço e dinheiro sem um bom posicionamento não acelera a venda — só aumenta o prejuízo.
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