03/07/2026
Quando o meu filho nasceu, pensei que o meu papel era ter sempre as respostas.
Ser o pai forte.
O pai que sabe o que fazer.
O pai que transmite segurança.
Demorei pouco tempo a perceber que estava completamente enganado.
Houve noites em que não sabia porque é que ele chorava.
Momentos em que achei que não estava à altura.
Dias em que me senti cansado, frustrado e cheio de dúvidas.
E descobri uma coisa importante:
Ser pai não é saber tudo.
É estar presente.
É continuar, mesmo quando temos medo de estar a falhar.
Foi precisamente essa ideia que me levou a escrever *Pai, Também Gosto de Ti*.
Não queria escrever um livro para ensinar outros pais.
Queria escrever um livro que dissesse:
**"Se também sentes isto, não estás sozinho."**
Hoje, olhando para trás, percebo que os melhores momentos não foram aqueles em que fiz tudo bem.
Foram aqueles em que estive presente.
E talvez essa seja a maior responsabilidade que temos enquanto pais.
Não sermos perfeitos.
Mas estarmos lá.
**E vocês? Houve algum momento em que perceberam que afinal ninguém está realmente preparado para ser pai ou mãe?**
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Pai, Também Gosto de Ti: Histórias que todos os pais vivem, mas poucos escrevem (Portuguese Edition)