01/02/2021
Algumas previsões de como será o novo mundo no pós-pandemia
Nunca o planeta parou como desta vez. Um grande desafio é saber como será esse novo cenário. Podemos considerar lições do passado, de crises anteriores, e, com base nisso, pensar sobre o novo futuro.
As empresas aprenderam que precisam ser mais fortes, mais ágeis, mais adaptáveis e elásticas.
Entendem que, é a própria sobrevivência do negócio que está em jogo e que a revolução digital vigente vai implicar em mudanças signif**ativas e não apenas evolucionárias. Na prática não foram os decisores que começaram a sua transformação digital, mas o próprio vírus.
1-Setores serão transformados por completo.
Alguns sectores serão obrigados a reajustar-se, alterando o seu “core business”, seja por uma mudança na legislação, seja por uma inovação tecnológica, ou qualquer outra coisa. No novo jogo da sociedade digital, os “core businesses” terão de ser frequentemente redesenhados. Com essas mudança, teremos as empresas f**ando empresas mais tecnológicas, seja pela inclusão da digitalização nos serviços produtos, elevando as competências digitais a níveis cada vez mais importantes. Algumas dessas tendências tecnológicas já estavam a ser sinalizadas antes da pandemia.
Contudo, elas foram e continuarão a ser aceleradas, contribuindo para construir uma sociedade mais resiliente com signif**ativos efeitos sobre a forma como fazemos negócios, como trabalhamos, como produzimos bens, como aprendemos, como procuramos serviços médicos e até como nós nos divertimos.
2-O crescimento do online para todas as nossas atividades vai incentivar o que podemos chamar de “economia à distância”
A epidemia SARS-COV-1 alavancou o comércio eletrónico, transformando o país e criando potências comerciais como Alibaba e Ebay e outros tais… Com a quarentena vimos que muitos hábitos que adotávamos que tínhamos eram desnecessários e poderíamos fazer “quase tudo” online. Habituamos nos com o delivery de alimentação, com as compras online, com as transações financeiras via apps, com telemedicina, aulas online, fazemos videoconferências e trabalhamos em casa. Hoje, é possível imaginar um mundo de negócios – do chão de fábrica ao consumidor individual – em que o contacto humano é minimizado. Já existiam empresas que trabalham 100% à distância, mas eram vistas como situações pontuais e excêntricas.
3-Iremos repensar as cadeias globais de fornecimento, provocando uma maior procura na regionalização e produção local.
Mas, para produzir localmente as fábricas vão precisar ser mais competitivas e, para competir devem levar a cabo um aumento do uso da automação, IoT, IA e robótica. Veremos a indústria 4.0 deixar de serem experiências isoladas para se transformarem em práticas correntes.
Assim, o “novo normal” será diferente do que estamos habituados e as habilidades e capacidades para este novo mundo, que será cada vez mais digital, ágil, incerto e resiliente, levará a uma mudança radical na educação e na forma de trabalhar. A legislação terá que acompanhar essas transformações e criar agilidade no sistema educacional.
Em resumo, hoje já está bem claro que a transformação digital não é mais uma questão de oportunidade ou escolha, mas imperativo. Quanto mais tempo a empresa demorar para fazer sua transformação, mais irrelevante e marginalizada f**ará.