22/05/2026
𝗧𝗼𝗱𝗼𝘀 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗿𝗶𝗯𝘂𝗲𝗺 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗮 𝗺𝗲𝗻𝘀𝗮𝗴𝗲𝗺. 𝗡𝗶𝗻𝗴𝘂é𝗺 é 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗼𝗻𝘀á𝘃𝗲𝗹 𝗽𝗼𝗿 𝗲𝗹𝗮.
Na maioria das empresas biotech/ deeptech, a comunicação acontece constantemente. O CSO apresenta a ciência em conferências. O CEO molda a visão em calls com investidores. O BD enquadra a oportunidade em conversas de parceria.
Toda a gente contribui. Ninguém integra.
O resultado não é silêncio, é fragmentação. Três vozes coerentes a apontar em direcções ligeiramente diferentes. E ligeiramente diferente, à velocidade a que as decisões são tomadas em biotech/ deeptech, é suficiente para criar dúvida.
Não é um problema de conteúdo. A maioria das empresas tem conteúdo suficiente. É um problema de governança, a ausência de um único ponto de responsabilidade pela coerência da narrativa.
Na prática: um investidor ouve uma versão da diferenciação da empresa numa primeira reunião, e uma versão diferente no follow-up com outro membro da equipa. Um parceiro lê o website e encontra um enquadramento que não corresponde ao que foi dito na call.
Nenhum destes momentos parece crítico isoladamente. Juntos, formam um padrão. E padrões são o que avaliadores sofisticados usam para decidir.
Responsabilidade partilhada cria percepção fragmentada. Esta percepção fragmentada, em conversas de alto risco, lê-se como imaturidade organizacional.
Ownership não significa controlo. Significa que uma função é responsável por garantir que o que o CSO diz, o que o CEO diz, e o que o BD diz são expressões diferentes do mesmo modelo, não interpretações diferentes dele.
Se ninguém na tua organização é responsável pela coerência da narrativa, o mercado vai construir a sua própria versão da tua história. E raramente constrói a certa.
𝘕𝘦𝘴𝘵𝘦 𝘮𝘰𝘮𝘦𝘯𝘵𝘰, 𝘲𝘶𝘦𝘮 é 𝘰 𝘥𝘰𝘯𝘰 𝘥𝘢 𝘯𝘢𝘳𝘳𝘢𝘵𝘪𝘷𝘢 𝘤𝘪𝘦𝘯𝘵í𝘧𝘪𝘤𝘢 𝘥𝘢 𝘵𝘶𝘢 𝘦𝘮𝘱𝘳𝘦𝘴𝘢?