31/05/2026
“não sou capaz.”
“tenho de aguentar.”
“é assim que eu sou.”
e, pouco a pouco, as palavras transformam-se em âncoras.
se não as deixamos ir,
ficamos presos aos lugares
onde chegámos,
a repetir narrativas
que já não nos fazem crescer,
já não nos fazem correr,
já não nos levam para o mar aberto daquilo que podemos ser.
há momentos em que a cura não passa por encontrar novas respostas.
passa por ter a coragem de largar palavras antigas
e permitir que uma nova história encontre voz dentro de nós.
porque, por vezes,
a prisão não é o lugar onde estamos.
é a frase que continuamos a contar sobre ele.