02/29/2020
Já faz algum tempo que as Redes Sociais se tornaram uma importante ferramenta no dia a dia das pessoas, auxiliando desde as atividades mais simples como encontrar um caminho para um lugar desconhecido, até em atividades mais complexas, como operações financeiras.
Mas você já parou para se perguntar porque as Redes Sociais assumiram esse papel quase imprescindível em nossas vidas? Essa pergunta pode ter muitas respostas, mas uma delas merece um destaque especial: o fato de que nós tomamos quase todas as nossas decisões baseadas em influências que recebemos de outras pessoas, seja de amigos, pessoas que admiramos, líderes, mentores, etc. de forma consciente ou inconsciente. A Rede Social tornou mais próxima a relação entre influenciadores e influenciados.
De acordo com um estudo feito pelos psicólogos Amos Tversky e Daniel Kahneman, pioneiros da economia comportamental, as pessoas são uma mistura de experiências, próprias e alheias, e geralmente fazem as coisas com base no que viram alguém fazer e não segundo seu próprio juízo.
Uma notícia interessante me chamou a atenção há alguns anos: a cidade de Cariacica-ES, com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância de economizar água, criou um aplicativo chamado "Projeto Água Viva", que mostrava os litros de água gastos e economizados pelas pessoas durante tarefas domésticas, e as classificavam em um ranking, dando destaque a consumidores que mais economizaram. A iniciativa gerou um impacto direto no consumo de água no município, confirmando a teoria de que as pessoas agem, em muitas situações, baseadas em atitudes de outras pessoas.
O fato é que cada vez mais, as empresas têm aumentado consideravelmente seus esforços de venda para as Redes Sociais, mudando radicalmente a forma de se comunicar com seu público. Independentemente de qual estágio do processo de funil de vendas o cliente esteja inserido, o poder de comunicação e a capacidade de influenciar que as Redes Sociais têm, podem e devem ser usados de forma estratégica para gerar mais vendas, fidelização e engajamento. Afinal, quem é melhor para vender seu produto do que o próprio cliente? Se você tem clientes satisfeitos, você tem potenciais influenciadores dispostos a trabalhar (de graça) em favor da sua marca. Kotler já dizia, em tempos de marketing off-line, que um cliente satisfeito conta para 3 pessoas sobre a experiência positiva com uma empresa e em contrapartida, um insatisfeito relata para 11 pessoas sua experiência negativa. Portanto se levarmos isso para o contexto das Redes Sociais, onde consumidores se sentem mais à vontade para fazer comentários, avaliações ou reclamações de um serviço ou produto, online ou offline, e considerando que os brasileiros têm em média 400 amigos em suas redes sociais, podemos concluir que as empresas precisam se adequar a este atual cenário.
Não posso deixar de citar duas pesquisas relevantes: de acordo com o estudo da PWC Brasil, com base em 1 mil entrevistas pelo país, constatou-se que 77% dos consumidores brasileiros são influenciados pelas redes sociais na hora de escolher um produto e também mostrou que 43% dos entrevistados disseram descobrir marcas novas pelas redes sociais. Além disso, 47% dos consumidores fazem pesquisas online antes de comprar nas lojas físicas, de acordo com uma pesquisa da CNDL/SPC Brasil. Os temas mais pesquisados são, em sequência, preço, características dos produtos e opiniões de outros consumidores que já consumiram.
E então? Você também concorda que as Redes Sociais podem potencializar o poder de influenciar as pessoas?
Fontes:
50 ideias de Economia de Edmund Conway
Administração de Marketing de Philip Kotler
Portal G1
PWC Brasil
CNDL/SPC
Brasil Resultados Digitais