06/19/2026
OPINIÃO: ISRAEL, AMÉRICA E IRÃ: APOSTAR CONTRA ISRAEL É UMA APOSTA PERDEDORA
Josimar Salum
28 de junho de 2026
Alguns israelenses têm dito que “Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, atuou perfeitamente em favor do regime iraniano e de seus apoiadores. Ele revelou sua verdadeira natureza para que todos a vissem. Graças a Deus, ainda faltam mais de dois anos para a próxima eleição presidencial.”
Quanto a mim, prefiro observar e ver como todos esses atores e acontecimentos irão se desenrolar. O tempo tem a capacidade de revelar motivações, expor pressupostos e esclarecer aquilo que muitas vezes f**a obscurecido no calor dos debates políticos. Ainda assim, se os acontecimentos recentes realmente prejudicaram a imagem de Vance entre os eleitores e apoiadores pró-Israel, não seria surpreendente que tais consequências se tornassem evidentes muito antes do início oficial de qualquer campanha presidencial.
O que permanece inegável é que Israel se encontra hoje em uma posição signif**ativamente mais forte do que há um ano. Apesar de enfrentar ameaças em múltiplas frentes, a nação tem demonstrado uma resiliência extraordinária e uma notável determinação estratégica.
A questão do Hezbollah vai muito além das preocupações de segurança de Israel. O Hezbollah trouxe imenso sofrimento ao próprio Líbano, minando a soberania, a estabilidade e o futuro do país. Seu desmantelamento não serviria apenas aos interesses de Israel, mas também criaria uma oportunidade para que o Líbano retomasse maior controle sobre o seu próprio destino. O povo libanês merece um futuro livre da dominação de uma organização armada que repetidamente arrastou sua nação para conflitos.
Os acontecimentos recentes também não apagam os fatos históricos de que o presidente Trump foi um dos presidentes mais favoráveis a Israel na história moderna dos Estados Unidos. Sua administração tomou medidas sem precedentes em apoio a Israel, incluindo o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, a transferência da embaixada americana para Jerusalém, o reconhecimento da soberania israelense sobre as Colinas de Golã, a facilitação dos Acordos de Abraão e dezenas de outras ações pró-Israel.
Por essa razão, considero difícil compreender alguns acontecimentos recentes, a menos que determinados cálculos políticos estejam sendo feitos com foco nas próximas eleições de meio de mandato. Se esse for o caso, isso poderá se revelar um sério erro de avaliação. Estratégias políticas elaboradas para satisfazer determinado grupo frequentemente produzem consequências não intencionais em outros setores e, por vezes, acabam trabalhando contra os próprios objetivos que pretendiam alcançar.
Uma lição que a história ensina repetidamente é esta: nunca subestime a resiliência de Israel. O povo judeu sobreviveu ao exílio, à perseguição, à dispersão, às expulsões, aos pogroms e a inúmeras tentativas de eliminá-lo ao longo de mais de dois milênios. Independentemente da perspectiva política de cada um, essa perseverança continua sendo uma das páginas mais extraordinárias da história humana.
Apostar contra a capacidade de Israel de perseverar tem se mostrado, repetidas vezes, uma aposta perdedora. Vez após vez, Israel e o povo judeu demonstraram uma extraordinária capacidade de sobreviver, reconstruir-se, adaptar-se e seguir em frente diante de desafios avassaladores. A história sugere que aqueles que subestimam essa resiliência o fazem por sua própria conta e risco.